segunda-feira, 14 de maio de 2012

MESOAMÉRICA - verbete dicionario verbete lexicografia lexico glossario terminologia eitmologia etimo flora fauna clima relevo bacia hidrografica hidrografia economia

Flores de Jasminum nitidum, Jasmim-estrela
A cultura é o conteúdo da linguagem, sua forma; ou seja, a cultura é uma linguagem que abarca,  em verdade,  todas as linguagens faladas,( cantadas : a linguagem em cantatas) , escritas ( para-partituras musicais, matemáticas, algébricas, técnicas e tecnológicas, quando faz o artefato ou discurso sobre o teor do mesmo em ciência), representadas teatralmente na cultura, nas vestes, gestos, caretas, geometrias, etc.  
A coleção de gestos, valores ( axiologia), vestimentas, costumes, falas, timbres, prosódias, são conteúdos ou objetos da cultura, seus artefatos manufaturados ou industrializados, enquanto o direito, a ciência ou o mito do direito, e, na realidade,  ambos, que é o que constitui essencialmente, existencialmente, a ciência,  tem sua forma concomitante na religião da cultura, que, em si, ou de si para si e para o outro, é uma mera ficção de interlúdio para piano e orquestra à moda de Tchaikovsky. A religião é uma ciência sobrevivente do passado, um pretérito em mutualismo com a ciência que atua na função de atriz social, instituicional,  vigente, consoante a cultura tenha se libertado parcialmente do vigor de sabedoria simbólica e real que a religião encarna.
A cultura é a grande ficção do homem, que a antepõe e sobrepõe, sobrelevando-a à natureza ( ou às naturezas nos moldes da engenharia, biologia, ontologia geometria, arte artesanato...) , a qual fica em segundo plano, num plano piloto, mas não geométrico. Como vêem, como enxergam ou visualizam  as ditas formas e conteúdos  naturais aquelas culturas  sem um Euclides? Ou cada uma tem sua geometria “euclidiana”, sem Euclides grego ou Descartes analista de parábolas em curvaturas no espaço sem tensão : espaço de extensão, o qual  difere do espaço de tensão, que leva as forças do eletromagnetismo, nuclear e elétrica, na amperagem e voltagem. Podemos percebê-lo, surpreendê-lo garboso, majestático, infenso aos conceitos Greco-romanos,  nos olhos dos aborígenes para a geometria não-euclidiana, que eles, os indígenas, devem possuir intuitivamente, mas não no sentido kantiano  do termo?
Mergulhados como peixes que somos no oceano ou na atmosfera da cultura que nos dá a respiração intelectual e sentimental ( o “pathos” e o “nous” ) não existimos fora deste meio ambiente nem enquanto indivíduos ou entes coletivos, pois o que somos é, com a cultura, entes coletivos. A individualidade é um rasgo mínimo, um extravasar sem objeto.
Sem embargo, a cultura é apenas uma das inúmeras roupas ou roupagens do ser humano enquanto linguagem  e mesmo que esse ser humano esteja nu no autóctone : é a vestimenta do ser humano grudada à pele, aderente, modulada  nas formas que assumem as várias linguagens que comunicam aos seres humanos em comunidade,  o universo interno e externo do ser que constroem perpetuamente no lugar onde brota o tempo e suas ervas, todavia sem poder mover o poder e o viço das ervas, nem demudar seu sistema nervoso autônomo, todo constituído de ervas daninhas ou plantas para cultivo, jardim botânico, botânica, enfim.
No âmbito apertado dessas linguagens o ser humano forja uma liberdade ou a própria liberdade, outra ficção humana, quiçá a mais grata e venturosa : mera liberalidade. No entanto,  tal qual o direito, a poesia,a ciência, dentre outras linguagens que perfazem o périplo cultural,  a liberdade, o livre-arbítrio, a emancipação, a independência, não passam de ficção, de uma porção ou quinhão originário no modo  onírico, que é parte considerável de nosso pensamento, ciência, arte, religião, conhecimento, linguagens, enfim, sempre linguagem ou tecido translúcido e tênue de teia de aranha cruzeira.
A cultura é perenemente devorada pela natureza, pois esta última é real, enquanto a a segunda não passa de um vasto conjunto de linguagens, considerando a técnica como linguagem aplicada aos conteúdos naturais.
A mesma ocorrência pode ser registrada no direito e nas demais linguagens que a ciência assume ou subsume : a realidade natural sempre solapa a idealidade  imaginada ou a “realidade” fictícia, enquanto cultura : conjunto de linguagens equacionais ou nominativas e normativas.
As linguagens se equacionam para formar o feixe de relações após  nomearam os entes e, por fim, ou em meio ao processo, se desenharem e escreverem-se em conceitos abstratos e concretos, de modo a proceder a outorga de   concreções ou abstrações, se não ambos, concomitantemente.
Assim como ocorre entre a cultura e a natureza, no seu jogo de preto e branco, no xadrez do dia e da noite, vida luminosa e morte escura; enfim, neste jogo de luz e sombreado, o direito, que é uma das linguagens servis,  é sempre devorado pela política, uma linguagem que transcende a própria linguagem, pois está no mundo brutal dos fatos ou dos atos das bestas ( que somos!) que buscam o domínio sobre outrem e sobre a totalidade das linguagens, ainda que isso seja simples utopia, pois a paixão pela fêmea, território e prole, é maior que qualquer ato racional e surda a qualquer atitude mínima de bom-senso,quando a dominação, que traz a guerra, entra no universo social do ser humano do mesmo modo que no das feras mais temíveis : isso é política e se resolve com rosnados semióticos e semiológicos, porquanto a realidade é viva e mutante, mutável, não tem os limites da linguagem, eivada de regras, sob norma, obediente ànto a idealidade , que mesmo quando mero ideal se torna em alfange com o qual defendemos o cavaleiro andante assassino medieval dentro de nosso sonho aldeão,  quando a política ou o interesse contextual vital prevalece ou há mister de que seja a prioridade, porquanto todos aspiramos nos fundir a uma fêmea e forjar uma prole que nos dê um lugar num novo corpo material,  no futuro imaterial, enquanto esse futuro não for o tempo atuante
Se tal futuro, no discurso lógico, não passa de inexistência ou  algo nominal-equacional ( nominativa-equacionativa )_ , que somente se torna real nos artefatos culturas via linguagem da técnica ou o fazer sobre a substância do universo em coisas; outrossim, não obstante, é fato pensável desde a tabela Periódica dos elementos de Mendeleiev e, portanto, um tempo possível e que será posto, pois já vem no vir-a-ser do dia-a-dia.
Idéias não existem, nem tampouco podem estar na realidade, mas tão somente na realização, que é o meio ou via em que a idéia entra no mundo pela mão do homem manipulando a linguagem técnica mental e manual : a realização é algo mente-mão : a mente elabora a linguagem e a mão passa essa linguagem pelas coisas transmutadas, destarte, em objetos, artefatos,  ou realizações mente-mão do ser humano, o realizador de novos mundos, nova América, continente incontido no espírito humano, do norte ao sul; mesoamérica, américa central, meridional, austral, boreal : América dos americanos, ameríndios, amerícolas, das pirâmides da mesoamérica, américa hispânica, latina, andina, centroamérica, América espanhola...
( O ser humano porfia contra o bicho
Com alfange
 adaga
 cimitarra
órix-cimitarra
alcaparra ...
O arco e o arqueiro certeiro
Incerto
De um certo
Também incerto
Robin Hood
Da floresta
Meramente mais uma jusrisdição do rei
De um João sem Terra
Ou outro Ricardo Coração de Leão
Sem cor no coração
Agora
Fora da hora
Da vida
Que é sempre bebida
Em versos de lira
Baladas
De Byron
Porém o bicho é e está em natureza
acima e embaixo
Do seu corpo baixista
Autista
Maneirista
Isca para germes
Vermes repelentes
Gusanos
Para os quais cria o remédio
Outro alfange
Para outro alcance
O qual  tem e traz a dose de morte e vida
Ou não funciona mais
Se o corpo foi tomado
Pelas legiões da natureza
Em batalha romana
Grega ou bárbara
Que leva ao Tártaro
Terra final
- terra afinal!
À vista ou à prazo
Desde a quilha
Uma milha náutica
Dos miasmas
( minh’asma
- minh’alma!,
inexistente
miasma
- existente )
O ser humano luta
Se defende
Com a linguagem
No entanto a natureza
Usa a realidade
E tudo cria
E destrói
Inexoravelemente
Implacável
Inapelavelmente
A natureza nua
- Deusa! :
Ísis sem véu
ó céus!
de déu-em-déu
ao léu 
com asas que  remam
- o remo
a rêmige
a remar
que mar 
é mar
de mar a mar
até amar
a areia 
que lambe
a alvura 
do jasmim
do bogari
na barra da alva
na flor de laranjeira  
que resta no areal 
branco
de casa branca 
de xadrez
em preto e branco 
do anum ao atum
ou da garça translúcida
à boca da mamba negra 
aberta )

sábado, 12 de maio de 2012

CALVÍCIE - wikcionario dicionario wik dicionario etimologia etimo lexicografia lexico glossario verbete enciclopedia



Sempre amei os anjos
em bandos tomando banhos de banjos
na música que remexe os cabelos fartos
sedosos e em bandós
em harmônicas ondulações
para mover ventos em moinhos de ventos a la Van Gogh...:
Os arcanjos marmanjos com arranjos de coração para clavicórdio
  com dedos de querubins
e serafins que se queimam
na fogueira da inquisição espanhola
com uma paixão grega
trágica!

Essa hipótese ( hipófise) angélica

incide em subsunção no fato
pois enquanto a hipótese de incidência é ato
ou pensamento humano
confinado no universo do ato mental
em modo de imaginação
ou de raciocínio lógico
formal
sem conteúdo ou matéria
o ato de subsumir-se no fato
 traz o arcanjo à baila
o qual então baila
e se queima em paixão
até achar a acha em brasa
do querubim grávido de amor
que se apaga pouco e pouco
ao sopro de oboé do músico eólico
o qual reacende a brasa da paixão de Eros e Vênus
dentro de um coração partido
mas paradoxalmente unido
pelo paroxismo do amor
( A paixão é uma apoplexia
obsoleta
Risoleta?!... )

Esse ato que vai da hipótese incidente
ao fato na qual se subsume
parte do cosmos em abstrato
ou do estético postulado pelo imaginário
se torna concreto no universo
empós a natividade
de uma criança
- o sempre menino
- menino Jesus sempre-vivo
tipo a sempre-viva! ( Helichrysum bracteatum )
em renôvo
vergônteas e primavera
acariciada na graça e graças às garras das gavinhas
que são  Íncubos e Súcubos
no vir-a-ser do virar do dia
a pastorear o verde na campina do violinista verde-garrafa
paramentado para o culto eclesial
eclesiástico
do homem...:
Druidas?!

Amo as crianças

mormente as minhas
- aquelas em cujo álveo
à montante e à jusante
derramei meu sangue
vermelho para a fuga na distância das galáxias chiantes
em meus ouvidos em conchas
buzinando na areia branca de teia de aranha e vida enredada
na herdade do senhor do aspargo ( Asparagus officinalis )
em gado verdejante nas crucíferas
crucificadas na cruz amarela do sol
pintado a dedo de menino Miró
tocando de oitiva
um violino de um violinista ouvido na caixa de ressonância do cereal
cálice de Ceres
senhora da cereja
da cerveja
da cerejeira
do cerebelo
- de Cérbero!

Sempre-vivo
amei os arcanjos
aqueles querubins pintados no caju
em nuances nas folhas
rescaldos na flor
e no odor exalado
no desenho que torce
retorce ( quase tosse! )
 e toma a estrututa do cajueiro
abrinho braços em abraços
de nadador sereno e velas na calmaria
no amplexo semi-abstrato trato com o espaço próximo
prócero
- como um próximo de Jesus
bonachão resiliente silente
ancho em mansidão
simples e pleno
até no tom cru dos matizes da mata virgem...
onde deita e rumoreja o arroio
até o arroz
- o arrozal
em aranzel aquífero

Sem ambargo do espargo

não me apaixona o fauno
a puberdade em pelos
em ânsia sexual
lúbrico
transbordando luxúria
lascívia
apetites
de fera
a fêmea em cio
besta exalando feromônio

( Inobstante

digo em digressão
que a única rainha de infância
que eu tinha até então
antes das maravilhas de  outras meninas
foi raptada mercê da leitura do burro de Goya
que interpretou o livro de lei
como exegeta inepto
e mau-caráter manifesto
- mais deficiente visual
que toda a imagem da Justiça
de olhos herméticos
infensos aos milagres de Cristo )
ou do Xisto betuminoso
ou argiloso
porém não ardiloso
na lousa

A paixão de minha filha

no coro do ditirambo da tragédia grega antiga
fez-me compreender o "pathos"
que havia na filosofia trágica de Nietzsche
- sofrimento vital
com perspectiva filosafante
dor no coração com estalo de alcaparra )

A cladística leva à idade do teatro
onde todos somos coagidos a ser ator
atriz imperatriz meretriz menestrel
merencórios atrabiliários fuscos enfarados capiongos
Tempo enfeixado e tecido com seda para vestir o corpo do adulto
frustrado vestido pelo desgraça
sem amor paixão à vista sexo alegria
excepto na farsa
que leva a leva de prisioneiros e prisioneiras à igreja
ao bar à sexualidade venal
ao amor boçal dos lupanares
à carga dos muares
abaixo da lua pintalgada de restos de abóbora
sob abóbada negra ou blandindo o branco
retinindo ao sol da manhã com pantufas de lã caprina
ovina
como se fora um gládio mole
olhando a mole
aonde vai o sol
bater o raio refletido de um alfange
à mão do monge
leigo e simbólico
dervixe
andrajoso

Por fim o tempo vem

tangendo o som no oboé elegíaco
da senectude
roufenha
mouca
louca
que humilha o ser humano
com os esgares da demência
as máscaras da bruxa e do palhaço
de nariz longo
adunco
e vermelho-pimentão
- até rebaixá-lo
abaixo do abacaxi
do ananás
e das evas daninhas
que acabam cobrindo a cabeça
com novo chapéu
- chapéu de cova rasa
a pisar o bestunto do ancião
calvície em cãs
sem can-can
sem o amor álacre do can-can!
- álacre no campo de alecrim
do alecrim-do-campo ( Baccharis dracunculifolia )
- do alecrim que fica em pé
observando a queda do homem
- o único anjo decaído
para sempre na folha do outono amarelo
- de uma flor amarela
gravada e pintada na elegia
de Goya na Quinta do Surdo
sem caprichos
com os carrapichos
a vicejar por caminhos de infinitas águas
- morto! :
emaranhado em seus signos 
em pergaminho enrolado
coberto de signos
qual a aranha morta 
em sua teia alva 
envolta
( A teia da aranha 
é um envoltório 
do corpo morto do aracnídeo
Artrópode  )

segunda-feira, 30 de abril de 2012

MEGERAS - etimologia etimo wikcionario etimo etimologia lexicografia verbete glossario biografia vida obra enciclopedia dicionario onomastico cientific enciclopedico etimimologico wik dicionario jargão jergão nomenclatura terminologia








Obedeci às crianças
- sempre obedeci prontamente às ordens das crianças! :
 Sou da Ordem Hermética das crianças abertas ao universo
Descosmia

Todavia

ignorei (  sempre que pude! ) às ordens
desordens
e "ordenanças" dos adultos
mormente dos reis
donos de suas leis
suas Ordenação Afonsinas
Filipinas
Manuelinas
guaninas
citosinas
adeninas
e timinas
( intimistas?!
- e intimidativas! :
Do timo )

Descri dos velhos degenerados

decrépitos
incréus
ímpios
abjetos...
das megeras desgrenhadas-Medusas ( horrendas! : Górgonas )
verdadeiras expressões do opróbrio
que macula  olhar mais límpido
e senti uma piedade monolítica pelos jovens
porém com um quê de desprezo
resquício de escárnio
pelos púberes...
pelos deuses e deusas
na puberdade!:
tempo do fauno

Fiz aquilo que me pareceu correto

- obedeci às crianças!
Fiz tudo o que elas quiseram
ou me mandaram fazer
Deixei o mundo pronto
para elas reinarem
sem oposição
ou dissidência

Escarneci da vida ordenada dos adultos

que não passam de condenados às galés
( Foram todos eles lançados ao famigerado rol dos condenados! )

Jamais vi com bons olhos

os atos dos adolescentes
perdidos no meio do caminho
entre a infância
e os pelos pubianos

No que tange o banjo aos adultos

esses vão
quando já em idade provecta
bêbados pelo metade do caminho de Dante
que Drummond reescreveu
num bilhete
que dizem ser poesia
ou epistolar a postular 
alguma poesia lírica
ou lúdica
lúbrica para lupanar...
com lira partida ao meio do coração
 em delírio de lírio amarelo
- delíquio nos genes alelos para amarela cor
quase delito
de deletério delator
deliquescente

Obediência às crianças

foi meu lema
tema
- mas não trema!
porque a magia da poesia
está quase toda
nas crianças
e nos enamorados

segunda-feira, 23 de abril de 2012

PERDIGÃO - etimologia etimo dicionario etimo etimologia lexico lexicografia verbete glossario verbete glossario lexicografia nomenclatura terminilogia nomenclaotura terminologia jargão jargão

A teologia é a filosofia de Aristóteles, na sua ontologia ou onto-teologia, e as normas canônicas, conceptuais e contextuais de época. Não a ciência, nem a filosofia, que vinga nesta terra, Pindorama dos aborígenes, mas a mescla de ambas, de filosofia aristotélica com o ser distorcido em divindade suprema e normas do direito canônico vergado pela tensão da gravidade da época, tudo  para atender ao tempo, a serviço dos homens e seus sicários no tempo.
Isso é ciência em contexto de época; ou seja, a ciência sempre é uma ciência de época, com contexto de época que a costura e prende à época. A ciência é, também, e precipuamente, contexto e normas de época, ou seja, interesses temporais-pessoais de quem comanda e aspira continuar comandando, com a roupagem de ferro e por detrás da máscara de ferro das instituições, que deformam o ser humano em monstro vesgo, com face no ferro fundido.
Na contextualização atual, por exemplo, o funcionário público do fisco trabalha como menino-propaganda do governo para vender notas fiscais, eletrônicas ou não, gastar papel, consumir  energia elétrica a ar condicionado, dentre outras despesas, que são lucrativas para as empresas emaranhadas na trama do homens no governo e as empresas e empresários que se beneficiam e pagam por esse privilégio legal, que no Brasil tem o nome pomposo de licitação pública. Bela onomástica!, adormecida no berçário.
Enquanto alguns são coagidos por lei a desperdiçar ( e chamam esse desvario de economia de mercado livre!) outros, que forçam por lei e mandamentos enriquecem desmesuradamente. Esta a economia de mercado! : ao desperdício sem fim dão o nome de consumo e distribuição de riquezas, etc., numa arenga de loucos para loucos no drama de Hamlet sem Shakespeare como poeta trágico. A tragédia e comédia aqui, na economia, é o consumismo exacerbado, incontinente, frenético, delirante, demente, extremamente excessivo, hedonista até, se fosse uma filosofia do gozo, mas é apenas um doença endêmica-epidêmica do que denominamos "capitalismo".
Os policias, outrossim, estão mais a serviço das auto-escolas, mancomunadas em interesse com o Estado ( de alguns homens donos dele por leis e decretos, resoluções, portarias e outras "especiarias" apimentadas ), pois ao multar, tomar o veículo, por causa da falta de carteira de habilitação, servem apenas os interesses das auto-escolas, nas quais o negócio ou o lucro é o óbvio e único fim e a "habilitação" dos condutores e motoristas, pilotos, uma farsa grosseira. Uma torpeza, no país das maravilhas em torpezas e fatos torpes! : É a sociedade do nojo, o país do asco, dos ladrões eleitos para roubar, matar, traficar, prevaricar, cometer perjúrio, fraudes, falcatruas, porquanto a eleição dá o direito inalienável de cometer  impunemente todo tipo de crime, que, quando o indivíduo é alçado ao poder, já deixa de ser crime punível.
A ciência de um tempo é uma só com seu carro-chefe ou locomotiva: a de hoje é movida pela economia que desfia o rosário e canta a ladainha de crescer infinitamente, faustiana que é, faustosa, mas sem robustez. Essa linguagem, da da economia, é a célula-tronco ou as células-tronco, se querem assim-azado, da ciência atual, do pensar metodológico, oficial, formal que atua no palco hodierno, sob as bençãos do direito e da economia mestra, no mesmo senso que cabia ao grau de mestre nas corporações ou guildas medievais. Medievos.Povo medievo sob solo, no Seol, Hades, infernos, subterrâneos- subterráqueos mundos sem fim.
Aliás, a ciência é uma só, mas com inúmeras linguagens apropriadas aos objetos tocados pelo estudo ( os objetos são nominais, no âmbito da linguagem científica, quase gramaticais mesmo! ); a ciência é também não-individual, porém um artefato coletivo, movida e fundada em instituições e não em  indivíduos, ao contrário da filosofias, que são filósofos e não filosofias, pois estribam-se em indivíduos e não apenas apresentam variada linguagem, mas também um sem número de pensamentos conflitantes, divergentes ou até convergentes.
A linguagem da ciência é a técnica, que denominamos "tecnologia" e pensamos ou imaginamos nomear com isso apenas os artefatos produzidos com a linguagem da ciência em equações literais ou arquiteturas matemáticas-algébricas-
geométricas; todavia, esses artefatos também são artefatos linguísticos, de linguagem tanto na geometria quanto na equação e na língua escrita e falada ou cantada, poetizada, no fabulário, no anedotário, enfim.
 A ciência, praticamente, não passa de técnica, em linguagem, seu conteúdo, e fazer : é a linguagem do fazer o seu conteúdo e foma, geometrizados e parametrizados assim em ambos os lados do fazer-pensar, que o fazer é, na técnica da linguagem matemática científica, um fazer pensando ou pensante , ou melhor : pensado e fixado no rigidez da escrita ou que se traduz por significado e sensos do mundo captado pelos sentidos, ao se captar o movimento e a imobilidade no objeto aparentemente imóvel, ao menos aos sentidos em ato, mas não ao senso pensado.
 A linguagem da ciência, que se confunde com a própria ciência, se reproduz nas normas gramaticais de como fazer, do como ir da matéria natural ao artefato fiado num humanismo filosófico que filosofa em Nietzsche ou Marx e outros inúmeros seres que se doaram ao aoto de pensar, teatralizaram o ato de pensar, no formalismo dos signos e seu símbolos, significados, sensos comuns e incomuns, mas todos comunicáveis, na linha exotérica ou esotérica, conforme a elite ou o povo seja o eleito à pantomina da literatura, que então é clássica ou chinfrim, está engolfada no ato faustiano descrito por Goethe, na tragédia do Doutor Fausto, o homem livre, o livre-pensador enciclopédico, o filósofo ilustrado, o sábio sequioso do saber e do conhecimento infinito, e sue desdém pela ética e moral costumeiras ( tal qual é a face da ciência atua : faustiana ),  e da frágil Margarida, a bonina,  ou esgares do teatro mambembe do circo dos cavalinhos. Ambas tem sua axiologia e seu público-alvo, seu lastro comunicativo-significado-
simbólico-alegórico, seu "pathos" filosófico ( dionisíaco-apolíneo, de luz seráficas e trevas diabólicas, arrastadas ao maquiavélico) exibido dentro de seu teatro vital, sua tragédia e concomitante doutrina e filosofia trágica, seu culto externo e interno, seu olhar e sentir-saber-conhecer o mundo no meandros de uma linguagem específica, a qual faz aquele mundo e ciência e metafisica, no sentido nietzschiniano do termo.
A linguagem da ciência atual é a escrita em "glifos" gélidos, escandinavos, e não em "grafos" cálidos, latinos, da matemática, ciência da contemplação-comunicação da era glacial na razão, no princípio da razão suficiente ( ou não, porquanto o forro ou o estofo do contexto se modifica com os interesses dos contextualizadores ( políticos, legisladores no poder, dentre outros que influenciam o contexto, mormente os comerciantes, pois eles são e sempre forma a mola propulsora da inteligencia humana, os reais senhores do poder e do dinheiro ).
Tal linguagem, a da matemática, que é uma forma especifica de linguagem da ciência, ou do conhecimento,  não contém a mais ínfima emoção ,porquanto está voltada para a frieza do movimento do degelo natural ou o calor de fusão dos metais pesados, no vulcões objetos de vulcanólogos ou na indústria, objetos da linguagem da engenharia dispersa pelos engenheiros ou reengenheiros da matemática aplicada á química e física; á matéria, enfim, conquanto a palavra "engenharia" dispense ou desmanche o manche dos engenheiros e se ponha no comando abstrato, no trato da ciência do Direito, que é a mesma ciência com outra linguagem e roupagem técnica-política, polida, com uma gramática para servos e escravos.
A linguagem matemática-química-física-
algébrica, que enuncia as gramáticas da ciência e finca seus objetos geométricos, nos quais se plasma e dá plasticidade ou a forma dos objetos, abstraídos num espaçamento fora do mundo natural,  é  a linguagem para comunicar e comungar com a natureza indiferente ao homem ( a natureza é uma deusa que dá a vida, a Gaia, a mãe primeva, e mata o ser humano sem piedade, nos ritos sacrificiais em suas aras transbordantes de sangue. Seria esta a origem ( ou uma das origens) do sacrifício sacerdotal, ritual?!
Já a filosofia é a linguagem do pensamento em conceitos vitais, não a linguagem a serviço da técnica ( tecnologia no sentido de fazer o objetos pensado ou imaginado na prancheta do arquiteto, químico, engenheiro, com seu desenho geométrico ou equacional ), no caso da ciência ; porém é, outrossim, a filosofia, em suas ramificações de arvoredo e passaredo,  a linguagem de que se serve a arte em seus argumentos persuasivos não-nietzschinianos ou anti-ditirâmbicos, pois a arte é a vida com sentido filosófico, revitalizada após o assombro, o espanto, o susto e o nojo que a tragédia coloca como arte, a fim de fugir à dureza diamantina da vida, que leva a morte enquanto sombra do viandante, do caminheiro, do peregrino, do andarilho.
De fato a filosofia é que é a ciência, em sentido lato e estrito; no entanto, não cumpre função técnica, senão na linguagem, na elaboração e aprimoramento dos conceitos e da verdade que o ser põe no mundo, pois isso concerne à ciência, cuja linguagem está envolvida com a técnica; com a técnica ( tecnologia)  que pensamos ser ciência quando , de fato, não o é, senão na ficção do direito, ou da ciência que impregna a linguagem do direito com a metafísica da ciência real, fática, que não pode ser física, mas metafísica, dada no pensamento enquanto ser e não ente fenomênico.
De mais a mais, não há uma filosofia ou nenhuma, pois esta forma de pensar, derivada ou unida á arte e á religião, não está na existência, excepto pelo filósofo, que são muitos e, concomitantemente, muitas são as filosofias, tantas e tamanhas quanto maiores ou menores sejam os filósofos, seres alienados do homem, o único ente e ser real, inalienável, acima da ciência, da arte, das filosofias, da religião e dos estados,que a todos escravizam com sua uniformidade e prisão generalizada : a cada um a sua cadeia, o seu grilhão e aguilhão.
( A ciência é meramente
linguajar técnico
língua literal
para trazer à baila
do limbo
objetos pensados
arrastados da geometria sonâmbula
pela força do caminhão
da matemática
e da álgebra
que descreve a zebra
com listas pensadas
nas feridas
ou na saúde plena
do animal a galope

A ciência
é um linguajar
para objetos
posto pelo preceito délfico
no palco onde Hamlet é interno
e dialoga dialético
em ditirambos trágicos
no coro com o doutor Fausto
de Goethe
dentro de um microcosmo
hermético
com saídas para Hermes
e outros mensageiros
pagãos e cristãos
sacristãos e sacripantas
( Os Hermes são Eros alado
Cupido alado
e a  diva da vitória
- a Vitória Alada de Samotrácia
agora na Ágora do museu do Louvre
que se postam do lado de fora
do paralelogramo
não contemplado em face
pelo senso alienígena
que temos no espelho de um mundo externo
contraposto ao cosmos abstraído
do exterior ao ser do homem
e posto no mundo natural
em sólidos geométricos
dentre os quais dançam no mundo de fora do ser do homem
captado fenomenicamente
as figuras sólidas perfeitas de Platão
os poliedros convexos
quase ideias plantadas em natureza
por mão platônica-divina
a divagar pervagantes )

A filosofia não é a filosofia
nem as filosofias
ou ciência com perspectiva filosofante
tipo a economia política de Marx
mas o filósofo solitário
o solilóquio do eremita
andarilho acompanhado de sua sombra
mendigo de São Francisco de Assis
a se despojar de tudo
toda veste
e toda nudez
por amor ou "pathos"
ao conhecimento e à sabedoria
a tudo o que há no cosmos
e fora do universo
interno e externo

O filósofo é o poeta
e o monge
em busca do seu tesouro de amor
sua paixão por uma mulher
e por todos os caminhos
abertos ou fechados aos pés
e aos sapatos
com "pathos"
pato selvagem
palmípedes na lagoa
que não magoa
a saracura pressurosa
e desconfiada
sempre atenta
ao menor sussurro na brisa
que escreve seus geóglifos
em ondas senoidais
- desenhos de uma geometria analítica
ouvidas nos ouvidos
no bater do martelo
na biga da bigorna
que adorna
a codorna
- a cordoniz ( espécie "Coturnix coturnix" )
que se perdeu na perdiz ( "Perdix perdix" )
mas não diz
do perdigão  ( espécie "Rhynchotus  rufescens" )
ou ihambupé

A ciência é instituição
- e tudo o que é instituído
é ficção do direito
ficção cientifica
( A ciência sempre é ficção
enquanto a filosofia
é a realidade com o bordão e o surrão
o alforge e o jumento a se montar
para se tentar fugir à perseguição encarniçada
do cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo do apocalipse
a ocasionar ruínas
por onde passa
em peste negra
A ciência é este cavaleiro fictício

Por outro lado

a filosofia é paixão vital
- é a vida mesma frente ao caminho
que leva ao Gólgota
porque num dia raiado-irisado no negrume do betume
aos 96 anos de uma vida
regada-regalada à cerveja amarela
na cor-amor da flor cavada na cor  amarela
de alelos genes
em adorno nos cabelos de Rapunzel
e da boneca do milho
ou da noite da mulher de Joan Miró
penteada na Cabeleira da Berenice
- venha a mim em um cesto de vime
de presente de grego
de própria autoria e punho
uma mamba negra
que me ponha os olhos de volta
nas trevas não-genéticas
sem reengenharia cromossômica...
dentre os fios dos cabelos nigérrimos
da mulher que amo
no fundo da alma negra da noite
pintada no surrealismo
de um catalão singelo
- da simplicidade e candura de um menino
Simples como as pombas em voo
e prudente como a serpente, a víbora... :
a mamba negra!
de boca aberta
pronta para inocular a peçonha hemotóxica
- Neurotóxico
Ou misto o veneno?!

Ai! noite negra e morta

na hora morta
de Joan Miró! :
- que será minha um dia
 ou noite sem agonia enfim
no xadrez e na paixão
de seus cabelos
em coerência com o piche
o bitume
o negror da paixão luzidia
noite e dia
na noiva que recebeu a picadura
terminal da mamba negra
egressa do meu cesto
furtado á Cleópatra
a rainha suicida do Egito
- a padroeira santa da seita dos suicidas macróbios
que chegaram aos 96 anos de vida
perfeitos fora do leito
e quedos por fim
no leito de morte
do rio de Heráclito de Éfeso
que só passa uma vez
somente banha sonolentamente o homem
uma única vez...:
O rio heraclítico!  )

sábado, 21 de abril de 2012

TEOLOGIA - glossario dicionario glossario wikcionario etimologia lexicografia jargão jergão nomenclatura terminologia enciclopedia

A teologia é a filosofia de Aristóteles, na sua ontologia ou onto-teologia, e as normas canônicas, conceptuais e contextuais de época. Não a ciência, nem a filosofia, que vinga nesta terra, Pindorama dos aborígenes, mas a mescla de ambas, de filosofia aristotélica com o ser distorcido em divindade suprema e normas do direito canônico vergado pela tensão da gravidade da época, tudo  para atender ao tempo, a serviço dos homens e seus sicários no tempo.
Isso é ciência em contexto de época; ou seja, a ciência sempre é uma ciência de época, com contexto de época que a costura e prende à época. A ciência é, também, e precipuamente, contexto e normas de época, ou seja, interesses temporais-pessoais de quem comanda e aspira continuar comandando, com a roupagem de ferro e por detrás da máscara de ferro das instituições, que deformam o ser humano em monstro vesgo, com face no ferro fundido.
Na contextualização atual, por exemplo, o funcionário público do fisco trabalha como menino-propaganda do governo para vender notas fiscais, eletrônicas ou não, gastar papel, consumir  energia elétrica a ar condicionado, dentre outras despesas, que são lucrativas para as empresas emaranhadas na trama do homens no governo e as empresas e empresários que se beneficiam e pagam por esse privilégio legal, que no Brasil tem o nome pomposo de licitação pública. Bela onomástica!, adormecida no berçário.
Enquanto alguns são coagidos por lei a desperdiçar ( e chamam esse desvario de economia de mercado livre!) outros, que forçam por lei e mandamentos enriquecem desmesuradamente. Esta a economia de mercado! : ao desperdício sem fim dão o nome de consumo e distribuição de riquezas, etc., numa arenga de loucos para loucos no drama de Hamlet sem Shakespeare como poeta trágico. A tragédia e comédia aqui, na economia, é o consumismo exacerbado, incontinente, frenético, delirante, demente, extremamente excessivo, hedonista até, se fosse uma filosofia do gozo, mas é apenas um doença endêmica-epidêmica do que denominamos "capitalismo".
Os policias, outrossim, estão mais a serviço das auto-escolas, mancomunadas em interesse com o Estado ( de alguns homens donos dele por leis e decretos, resoluções, portarias e outras "especiarias" apimentadas ), pois ao multar, tomar o veículo, por causa da falta de carteira de habilitação, servem apenas os interesses das auto-escolas, nas quais o negócio ou o lucro é o óbvio e único fim e a "habilitação" dos condutores e motoristas, pilotos, uma farsa grosseira. Uma torpeza, no país das maravilhas em torpezas e fatos torpes! : É a sociedade do nojo, o país do asco, dos ladrões eleitos para roubar, matar, traficar, prevaricar, cometer perjúrio, fraudes, falcatruas, porquanto a eleição dá o direito inalienável de cometer  impunemente todo tipo de crime, que, quando o indivíduo é alçado ao poder, já deixa de ser crime punível.
A ciência de um tempo é uma só com seu carro-chefe ou locomotiva: a de hoje é movida pela economia que desfia o rosário e canta a ladainha de crescer infinitamente, faustiana que é, faustosa, mas sem robustez. Essa linguagem, da da economia, é a célula-tronco ou as células-tronco, se querem assim-azado, da ciência atual, do pensar metodológico, oficial, formal que atua no palco hodierno, sob as bençãos do direito e da economia mestra, no mesmo senso que cabia ao grau de mestre nas corporações ou guildas medievais. Medievos.Povo medievo sob solo, no Seol, Hades, infernos, subterrâneos- subterráqueos mundos sem fim.
Aliás, a ciência é uma só, mas com inúmeras linguagens apropriadas aos objetos tocados pelo estudo ( os objetos são nominais, no âmbito da linguagem científica, quase gramaticais mesmo! ); a ciência é também não-individual, porém um artefato coletivo, movida e fundada em instituições e não em  indivíduos, ao contrário da filosofias, que são filósofos e não filosofias, pois estribam-se em indivíduos e não apenas apresentam variada linguagem, mas também um sem número de pensamentos conflitantes, divergentes ou até convergentes.
A linguagem da ciência é a técnica, que denominamos "tecnologia" e pensamos ou imaginamos nomear com isso apenas os artefatos produzidos com a linguagem da ciência em equações literais ou arquiteturas matemáticas-algébricas-
geométricas; todavia, esses artefatos também são artefatos linguísticos, de linguagem tanto na geometria quanto na equação e na língua escrita e falada ou cantada, poetizada, no fabulário, no anedotário, enfim.
 A ciência, praticamente, não passa de técnica, em linguagem, seu conteúdo, e fazer : é a linguagem do fazer o seu conteúdo e foma, geometrizados e parametrizados assim em ambos os lados do fazer-pensar, que o fazer é, na técnica da linguagem matemática científica, um fazer pensando ou pensante , ou melhor : pensado e fixado no rigidez da escrita ou que se traduz por significado e sensos do mundo captado pelos sentidos, ao se captar o movimento e a imobilidade no objeto aparentemente imóvel, ao menos aos sentidos em ato, mas não ao senso pensado.
 A linguagem da ciência, que se confunde com a própria ciência, se reproduz nas normas gramaticais de como fazer, do como ir da matéria natural ao artefato fiado num humanismo filosófico que filosofa em Nietzsche ou Marx e outros inúmeros seres que se doaram ao aoto de pensar, teatralizaram o ato de pensar, no formalismo dos signos e seu símbolos, significados, sensos comuns e incomuns, mas todos comunicáveis, na linha exotérica ou esotérica, conforme a elite ou o povo seja o eleito à pantomina da literatura, que então é clássica ou chinfrim, está engolfada no ato faustiano descrito por Goethe, na tragédia do Doutor Fausto, o homem livre, o livre-pensador enciclopédico, o filósofo ilustrado, o sábio sequioso do saber e do conhecimento infinito, e sue desdém pela ética e moral costumeiras ( tal qual é a face da ciência atua : faustiana ),  e da frágil Margarida, a bonina,  ou esgares do teatro mambembe do circo dos cavalinhos. Ambas tem sua axiologia e seu público-alvo, seu lastro comunicativo-significado-
simbólico-alegórico, seu "pathos" filosófico ( dionisíaco-apolíneo, de luz seráficas e trevas diabólicas, arrastadas ao maquiavélico) exibido dentro de seu teatro vital, sua tragédia e concomitante doutrina e filosofia trágica, seu culto externo e interno, seu olhar e sentir-saber-conhecer o mundo no meandros de uma linguagem específica, a qual faz aquele mundo e ciência e metafisica, no sentido nietzschiniano do termo.
A linguagem da ciência atual é a escrita em "glifos" gélidos, escandinavos, e não em "grafos" cálidos, latinos, da matemática, ciência da contemplação-comunicação da era glacial na razão, no princípio da razão suficiente ( ou não, porquanto o forro ou o estofo do contexto se modifica com os interesses dos contextualizadores ( políticos, legisladores no poder, dentre outros que influenciam o contexto, mormente os comerciantes, pois eles são e sempre forma a mola propulsora da inteligencia humana, os reais senhores do poder e do dinheiro ).
Tal linguagem, a da matemática, que é uma forma especifica de linguagem da ciência, ou do conhecimento,  não contém a mais ínfima emoção ,porquanto está voltada para a frieza do movimento do degelo natural ou o calor de fusão dos metais pesados, no vulcões objetos de vulcanólogos ou na indústria, objetos da linguagem da engenharia dispersa pelos engenheiros ou reengenheiros da matemática aplicada á química e física; á matéria, enfim, conquanto a palavra "engenharia" dispense ou desmanche o manche dos engenheiros e se ponha no comando abstrato, no trato da ciência do Direito, que é a mesma ciência com outra linguagem e roupagem técnica-política, polida, com uma gramática para servos e escravos.
A linguagem matemática-química-física-
algébrica, que enuncia as gramáticas da ciência e finca seus objetos geométricos, nos quais se plasma e dá plasticidade ou a forma dos objetos, abstraídos num espaçamento fora do mundo natural,  é  a linguagem para comunicar e comungar com a natureza indiferente ao homem ( a natureza é uma deusa que dá a vida, a Gaia, a mãe primeva, e mata o ser humano sem piedade, nos ritos sacrificiais em suas aras transbordantes de sangue. Seria esta a origem ( ou uma das origens) do sacrifício sacerdotal, ritual?!
Já a filosofia é a linguagem do pensamento em conceitos vitais, não a linguagem a serviço da técnica ( tecnologia no sentido de fazer o objetos pensado ou imaginado na prancheta do arquiteto, químico, engenheiro, com seu desenho geométrico ou equacional ), no caso da ciência ; porém é, outrossim, a filosofia, em suas ramificações de arvoredo e passaredo,  a linguagem de que se serve a arte em seus argumentos persuasivos não-nietzschinianos ou anti-ditirâmbicos, pois a arte é a vida com sentido filosófico, revitalizada após o assombro, o espanto, o susto e o nojo que a tragédia coloca como arte, a fim de fugir à dureza diamantina da vida, que leva a morte enquanto sombra do viandante, do caminheiro, do peregrino, do andarilho.
De fato a filosofia é que é a ciência, em sentido lato e estrito; no entanto, não cumpre função técnica, senão na linguagem, na elaboração e aprimoramento dos conceitos e da verdade que o ser põe no mundo, pois isso concerne à ciência, cuja linguagem está envolvida com a técnica; com a técnica ( tecnologia)  que pensamos ser ciência quando , de fato, não o é, senão na ficção do direito, ou da ciência que impregna a linguagem do direito com a metafísica da ciência real, fática, que não pode ser física, mas metafísica, dada no pensamento enquanto ser e não ente fenomênico.
De mais a mais, não há uma filosofia ou nenhuma, pois esta forma de pensar, derivada ou unida á arte e á religião, não está na existência, excepto pelo filósofo, que são muitos e, concomitantemente, muitas são as filosofias, tantas e tamanhas quanto maiores ou menores sejam os filósofos, seres alienados do homem, o único ente e ser real, inalienável, acima da ciência, da arte, das filosofias, da religião e dos estados,que a todos escravizam com sua uniformidade e prisão generalizada : a cada um a sua cadeia, o seu grilhão e aguilhão.
( A ciência é meramente
linguajar técnico
língua literal
para trazer à baila
do limbo
objetos pensados
arrastados da geometria sonâmbula
pela força do caminhão
da matemática
e da álgebra
que descreve a zebra
com listas pensadas
nas feridas
ou na saúde plena
do animal a galope

A ciência
é um linguajar
para objetos
posto pelo preceito délfico
no palco onde Hamlet é interno
e dialoga dialético
em ditirambos trágicos
no coro com o doutor Fausto
de Goethe
dentro de um microcosmo
hermético
com saídas para Hermes
e outros mensageiros
pagãos e cristãos
sacristãos e sacripantas
( Os Hermes são Eros alado
Cupido alado
e a  diva da vitória
- a Vitória Alada de Samotrácia
agora na Ágora do museu do Louvre
que se postam do lado de fora
do paralelogramo
não contemplado em face
pelo senso alienígena
que temos no espelho de um mundo externo
contraposto ao cosmos abstraído
do exterior ao ser do homem
e posto no mundo natural
em sólidos geométricos
dentre os quais dançam no mundo de fora do ser do homem
captado fenomenicamente
as figuras sólidas perfeitas de Platão
os poliedros convexos
quase ideias plantadas em natureza
por mão platônica-divina
a divagar pervagantes )

A filosofia não é a filosofia
nem as filosofias
ou ciência com perspectiva filosofante
tipo a economia política de Marx
mas o filósofo solitário
o solilóquio do eremita
andarilho acompanhado de sua sombra
mendigo de São Francisco de Assis
a se despojar de tudo
toda veste
e toda nudez
por amor ou "pathos"
ao conhecimento e à sabedoria
a tudo o que há no cosmos
e fora do universo
interno e externo

O filósofo é o poeta
e o monge
em busca do seu tesouro de amor
sua paixão por uma mulher
e por todos os caminhos
abertos ou fechados aos pés
e aos sapatos
com "pathos"
pato selvagem
palmípedes na lagoa
que não magoa
a saracura pressurosa
e desconfiada
sempre atenta
ao menor sussurro na brisa
que escreve seus geóglifos
em ondas senoidais
- desenhos de uma geometria analítica
ouvidas nos ouvidos
no bater do martelo
na biga da bigorna
que adorna
a codorna
- a cordoniz ( espécie "Coturnix coturnix" )
que se perdeu na perdiz ( "Perdix perdix" )
mas não diz
do perdigão  ( espécie "Rhynchotus  rufescens" )
ou ihambupé

A ciência é instituição
- e tudo o que é instituído
é ficção do direito
ficção cientifica
( A ciência sempre é ficção
enquanto a filosofia
é a realidade com o bordão e o surrão
o alforge e o jumento a se montar
para se tentar fugir à perseguição encarniçada
do cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo do apocalipse
a ocasionar ruínas
por onde passa
em peste negra
A ciência é este cavaleiro fictício

Por outro lado

a filosofia é paixão vital
- é a vida mesma frente ao caminho
que leva ao Gólgota
porque num dia raiado-irisado no negrume do betume
aos 96 anos de uma vida
regada-regalada à cerveja amarela
na cor-amor da flor cavada na cor  amarela
de alelos genes
em adorno nos cabelos de Rapunzel
e da boneca do milho
ou da noite da mulher de Joan Miró
penteada na Cabeleira da Berenice
- venha a mim em um cesto de vime
de presente de grego
de própria autoria e punho
uma mamba negra
que me ponha os olhos de volta
nas trevas não-genéticas
sem reengenharia cromossômica...
dentre os fios dos cabelos nigérrimos
da mulher que amo
no fundo da alma negra da noite
pintada no surrealismo
de um catalão singelo
- da simplicidade e candura de um menino
Simples como as pombas em voo
e prudente como a serpente, a víbora... :
a mamba negra!
de boca aberta
pronta para inocular a peçonha hemotóxica
- Neurotóxico
Ou misto o veneno?!

Ai! noite negra e morta

na hora morta
de Joan Miró! :
- que será minha um dia
 ou noite sem agonia enfim
no xadrez e na paixão
de seus cabelos
em coerência com o piche
o bitume
o negror da paixão luzidia
noite e dia
na noiva que recebeu a picadura
terminal da mamba negra
egressa do meu cesto
furtado á Cleópatra
a rainha suicida do Egito
- a padroeira santa da seita dos suicidas macróbios
que chegaram aos 96 anos de vida
perfeitos fora do leito
e quedos por fim
no leito de morte
do rio de Heráclito de Éfeso
que só passa uma vez
somente banha sonolentamente o homem
uma única vez...:
O rio heraclítico!  )

terça-feira, 17 de abril de 2012

SALMODIAR - verbete dicionario verbete wikcionario verbete enciclopedico glossario lexicografia etimologia terminologia nomenclatura binomial


O que se sabe
não se ensina
porque não se sabe
o que sabe
o homem

O que se sabe?! :
- sabre!
Sabe a sabre
o homem de sabre em punho :
este o saber a sabre
pois o homem sabe a sabre


O que se sabe
sabe-se de sabre
sabe-se do sabre
- sabe-o o homem
empunhando o sabre
belicamente
esportivamente
furtivamente
lucidamente
retórico...:
em guerra semiológica

O que se sabe
sabre
ó Sabrina...
Sabina!
- Sabre
sabe
a rapto das Sabinas
Do repto...

Do sabre
sabe-se muito
e fundo em sal
salmoura
sanar
o que é sã
ou malsã
indo do santo
ao santarrão
do sábio
ao sabichão
com os salmos
e o salmista
a salmodiar
com a boca
a harpa
saltério
cítara...:
O homem
este
saltimbanco

O homem que sabe
sabe apenas
do sabre do sábio
do sabá
do salitre deitado no deserto de Atacama
( o Gigante de Atacama! )
Salar de Atacama
com flamingos flamejantes
qual quadro de Salvador Dali
ali presente em pintura que sobe ao céu
e desce às dunas...
e há gêiseres
canyons
algaroba ( "Prosopis juliflora")
algaravia...

do deserto de Omã
- do deserto em Omã :
um convite à solidão
e à solitude
em tudo que é atitude
quitute
e quibe
( quiabos! )

O sábio não sabe o que sabe
- sabe o que é sabre
sabe a sabre :
Sápido
insípido
sapiente
sapiência
sapiencial
sapo
sapato...
- gato e sapato:
gato-sapato!
..e pato-no-pé :
palmípede!
- pé ante pé
pé que pede palma...:
Palmar!

O homem sabe a sábio
sabe a sabre
sabe a mar :
a mar e amar
Amar a forma
- a forma redonda
arrendondada
rotunda
da mulher!
ao amar o mar
na maré
o amar a mar
na ré da maré
no dó em preamar...:
amar!
Amar
muito amar!
ainda que seja

e vagabundo
pervagando
de bar em bar
no bar-bar do bárbaro
sob o efeito do etanol!...

Amar é muito de mar
Vai de mar a mar
vem de mar a mar
até maré

Amar o mar
na ré remada da maré
que a circunferência desenha
na areia da face
e da fuligem

O amor é um brado do mar :
preamar
me amar
te amar


Mar que sabe a mar
- sabe amar
é mar de Omã
Ó mar!...
que sabe a sabre
a mar e sangue
amar no sangue
derramando tragédia
a mando de Omar
Omã!...
Oh! deserto de Omã
- deserto de amar!
em Omã
no Enclave de Madha
Enclave de Nahwa
Península Arábica
Estreito de Ormuz
Golfo Pérsico...
Ó mar
de amar
o mar
até matar
e deixar morrer
em golfadas de sangue
que aquecem o Golfo de Omã
o mar Arábico
onde está Mascate
no sultanato de Omã
antiga Satrapia do Império Persa

A mar não é assim?!:
- uma concha na mão
da mulher que se ama
no momento do amor
em torvelinho inebriante
redemoinho
roda moinho de vento
na teia da lua branca de nuvem
- alva de nuvem
no céu pelo azul pensante
- pensativo
meditativo
que roda olho-pião
de menino
eterno
terno
ermo
na ermida
no ermitério
da economia social
cultural
etnocêntrica
antropocêntrica
concêntrica...

Amar é solidão compartilhada
na gávea
com uma gaivota de emoção
entalada na garganta
A contemplar
com olhos d'água
sal e sol
o que parece infinito
a mar perdido
plagas e plagas
ilhas e ilhas
céus e mar
a amar
com todo o mar
em ondas e pelicanos
- tudo no amplexo
do homem e da mulher
que estão plenos
no momento da paixão
- no instante que perdura
o amor
que pára
o rodopio
e o pio
da ave
com frio
e fio
de neve
na penugem
nas rêmiges
feitas ao feitio do remo
que remo
- e Rômulo!

( A economia do conhecimento e sabedoria do ser humano enquanto indivíduo e ser inserido numa sociedade e cultura que o contextualiza, ou escraviza, na maioria dos casos e vezes, ou seja, o ser humano enquanto centauro mítico em si firmado, constituído, assim como o é o direito, uma mera ficção dos povos, que transcende e ignora a realidade, o mesmo se dando com a filosofia e a ciência em seus fundamentos, não permite que o indivíduo, enquanto ser bipartido em sociedade ou reunido com outros indivíduos assim "centaurizados", ensine aos demais ou á comunidade o seu conhecimento e a sua sabedoria individual, que o grupo prefere ignorar e deixar em segredo, registrada apenas na história ( nos escritos que a posteridade lerá e revelará ou desvelará do segredo a que está segregado todo ser humano individual enquanto membro de um grupo social-cultural-econômico, sempre hierarquizado e proibitivo ao indivíduo no seu "santo dos santos", no qual somente podem penetrar os sacerdotes crédulos ou senão os mais interesses, os que guardam seus interesses antes dos interesses do grupo maior. esses interesses concernem e trazem privilégios aos grupos seletos, minoritários, minorias dominantes, que dominam ou são senhores pelo saber e conhecimentos que ocultam da maioria lesada nos seus direitos fictícios, que sempre serão, destarte, fictícios, pois esses fictício do direito da maioria é o real do direito das minorias sobrelevadas ao cume do poder ou de algum tipo de poder , como é o caso, por acaso, das elites sociais, políticas, econômicas, que constroem o mundo com as normas que pervagam em todos os contextos sociais, que suja a ciência ou outra atividade humana de menor importância e vulto.
Aquilo que o indivíduo mais sabe e conhece de sua vivência pessoal, apanhado e suas circunstâncias ( no seus circo-círculo-circuito de ação vital e não apenas mental, racional ou emocional, que está impregnado pelo perfume contextual escravizante da cultura e das cercanias telúricas ou geoantropopolítica), esse saber-conhecer vital-circunstante o indivíduo é coagido a guardar a sete chaves para si e passar apenas por meio da história que vaza de seus escritos e que quando lidos, num futuro fático, imaginário, fictício, contextual, já estará ilegível graças ao caruncho e às traças contextuais-conceituais que devoram esse escrevinhar literário ou lido sob outros olhos, com outras células do tempo e do destino.
Portanto, mercê deste contexto explanado supra, ninguém, nenhum indivíduo, exceto por meio das instituições que o calam ou o amordaçam ( a ciência, religião, empresas, direito e outras fábricas e matrizes do silencio social-socializante ), pode falar livremente e ensinar livremente o que mais sabe e conhece; ao contrário, do que está escrito em ouro, bordado em ouro frasal na ficção que é o direito e toda a ciência, ao individuo é facultado ensinar apenas o que ele menos sabe e conhece ou conhece pouco porque aprendeu de outrem, de outros indivíduos enclavados entre as paredes de instituições poderosas, como as universidades, que o emparedam e empalam de inúmeras formas : metafóricas e alegóricas, antes que ele, indivíduo, ouse afrontar as verdades constituídas fictamente pelo direito dos doutos e das empresas que tem interesses comerciais na fala do pobre "mestre" ou "doutor", ambos personagens do teatro na comédia da arte italiana posta em atos sociais diuturnamente, afim de que sobrevivam milionárias as grandes corporações e se calem para silencia os inocentes palhaços no palco e no "front" aonde foram enviados para morrer heroicamente e falar apenas por bufões, representando o douto e o sábio, que não são, em podem ser, porquanto se o fossem não aceitariam a postura dos parlapatões, enclavados nos válidos poderes, que o direito, ficticiamente, pois o direito é mera ficção da realidade em atos e fatos, só considera em três poderes ( sempre podres e dentro de odres eivados de mambas negras pronas para morder e matar Cleópatras temporárias ou temporais ou de têmpera, temperamento, temperamental e dióxida. ).
Quem ensina ou escreve livros e tratados sobre economia continua pobre e ganha apena o dinheiro que colheu com os livros sobre economia, pois nada ou pouco sabe e conhece sobre economia, exceto a linguagem, no qual é "expert"; porém nada sabe da realidade economia e suas nuances, seus meandros, seus mercados negros e brancos, etc. Quem sabe e conhecer economia e mercado é o rico, o milionário e o bilionário; todavia, estes não escrevem livros para guiar o concorrente; antes, se os escrevem, é para vender e ganhar dinheiro graças à sua fama e prestígio adicional que a fortuna traz e para levar os concorrentes que o possam ler a caírem no abismo ou à bancarrota, pois concorrente bom é concorrente falido.
Aliás, os concorrentes não os lêem, pois sabem que que conhece economia não passa esses saber e conhecer, mesmo porque existem muitas falcatruas e fraudes que torcem a ficção de interlúdio do direito e que são inconfessáveis ao público romântico e ingenuo, crédulos que pensam que alguém vai os levar á mina de ouro descoberta duras penas ou aos caminhos tortuosos que levam à riqueza "das Nações", de Adam Smith, um Adão na economia, enquanto obra arraigada no princípio da razão suficiente. Um motim contra a estultície reinante ( o rei cabe sempre todo tolo na fábula do filósofo cínico : nu em pelo real, pelagem animal, mas pensando estar vestido regiamente, majestaticamente, mormente aos olhos dos cortesãos e outros bajuladores, os quais ganham a vida com a lisonja, ó Menipo, quanta Menipéia grassa solta sem asa de corvo, gralha! : pombo sem asa!...após o tiro e queda livre no espaço anageométrico do anjo decaído no mito trágico de Nietzsche, o filósofo trágico, que percebeu na arte da tragédia um "pathos" filosófico como nunca dantes ocorreu aos pré-socráticos, nem mesmo a Heráclito, o Obscuro).
Aprendemos com os charlatães, porquanto são eles quem sustem a sociedade; as pessoas inteligentes de fato são tão raras quanto o conhecimento e a sabedoria : em 99% das pessoas encontramos 1% apenas de seres humanos inteligentes; os demais são bichos de fábulas inventadas por filósofos e poetas procurando motivos para rir dos papalvos. Contudo, quem são tratados zoologicamente são aqueles que possuem ou ostentam alto quociente intelectual em meio á bicharada furibunda e invejosa, senhores de seus sete pecados capitais e coisas tais e quais.
A sociedade é feita para atender aos estúpidos e inválidos e crucificar os Cristos, que sabem a sabre o modo de reverter a invalidez ; no entanto, jamais, Cristo algum, logrou banir da face da terra a estupidez, que é a pior e, quiça´, única invalidez permanente e prejudicial. Não que todas as pessoas, sem excepção, nem mesmo dos excepcionais, para cima e para baixo, não sejam todas, individualmente, muito inteligentes, mas sim que a estupidez é um filtro para a inteligencia. Só isso, nessa simplicidade assim tão humanamente, demasiadamente humana, ao gosto de Nietzsche, filósofo, filólogo de gênio e estro poético. Rapsodo passarinheiro.)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

UTOPIA - etimologia lexico wikcionario wik dicionario etimo etimologia terminologia nomenclatura binomial wikiquote jergão jergão sema wikisource


O amor é impossível
Tal qual o direito
só pode ser posto enquanto direito positivo
- em lei
no mundo
dos fatos
cantados-contados
nos dois racionais
ou duas razões :
uma que versa sobre a qualidade
- para palavra e conceito
que faz a filosofia ( ontologia, feonomenologia...)
e outra versátil sobre a quantidade
que faz contar-cantar a razão matemática
( que este é o universo
que nos chega
em fenômenos )

O amor só pode ser ( e inexistir )
sob leis pesadas
graves
- sob o teto da gravidade estelar de Newton
e na tocata e fuga em gravame magno de violoncelo
com violoncelista posto em contraponto desesperado!
- contrapondo-se
com toda a dor!
( a dor física e moral
com toda a força da vida
e da morte!
Ai! que o amor
é uma paixão sempre jovem!, juvenil
Velhos não amam
porquanto o amor não é paixão senil
- anciãs com cãs ( sem dançar cancan )
aguardam a morte piedosa
- essa outra hora dolorosa
com o rosário de Nossa Senhora das Dores do mundo
no coração dos homens
e das mulheres viúvas que sofrem tanto
que é um espanto!
- para além da paixão e do espanto
contido em toda a filosofia trágica grega
cantada na cantata da tragédia! )

O amor ou o direito
estão fora das relações sociais
alijados da existência
Não é objeto de sociologia
que é uma das linguagens
que assume a ciência protéica
( do deus proteus)
porque somente pode ser estudado
enquanto ente
ou objeto fenomênico
mas não enquanto ser
na ontologia
cujo objeto
é inexistente
assim como a teologia
que estuda o ser
que é um fenômeno
fora dos fenômenos naturais
- é mero fenômeno mental
ou fenomenologia desenhada em conceitos filosóficos
geométricos
no ser do triângulo
e outras figuras geométricas
ou no ser supremo
- sempre o inexistente ser
o sem-objecto real
não-fático
porque o ser
- não é objetivável
apenas subjetivável
( o fenômeno do ser
faz o ser do humano
no barro adâmico da fenomelogia
ou no processo fenomenológico
que estuda a ontologia
ou filosofia que adota o estudo do não-ser
ou não-objeto
que o ser e o não-ser
é o mesmo objeto do nada
- o nada mental
o único a existir-inexistindo )
O ser é um mistério
que intrigava o grego antigo
pois não está posto fora
no ente que aparece
porém oculto no ser-em-si
que não vem de cambulhada
impresso no fenômeno
mas somente é cuspido em frases
pelo pensamento
que o aliena assim
a cusparadas na escarradeira
( que o amor e o direito
na existência
é um estar fora da idealidade
- Já esteve dentro
da realidade?! )
a sujar-se nas relações
enxovalhar-se
conspurcar-se com o outro
torna-se impuro
como a água fora da química
entre os sais minerais
mesclada a sais
que a integram na relação com a terra
- a qual a leva em grandes levas
longes plagas do enunciado químico
- simplório enunciado na fórmula do H2O
o qual enuncia um ente mais próximo do ser químico
algo quase ou meio-imaginário ( algo centauro )
- mais próximo de uma realização mental
ao abstrair infindos enlaces inevitáveis
que de qualquer realidade comum
trivial
banal )

O amor como o direito
não é passível de realidade
nem realização
porquanto sua essência está na idealidade
Exime-se de relação

O amor
na sequência cantada da existência
perde a ideia
ao inflar a forma geométrica
num corpo de matéria
social e anatômica
- e atômica
antes de tudo
e de mais nada

Quando em essência
o amor excede à utopia
derrama o idílio
na água do rio
na mágoa do estio
- estival...
Entorna o ideal platônico
nos iluministas
nos neoplatônicos
nos enciclopedistas
em Marx...
pelos pelos pubianos dos poetas românticos
( de Cuba ou não )
- Jesus!...
em Jesus
na cruz
das crucíferas
anti-dolorosas plantas rastejantes
- ao rás do chão

Amor nem na Acácia
unha-de-gato ( "Acacia bonariensis")
nem em Cássia ( "Cinnamonum cassia" )
- calhandra
a qual calha
cantar
mas não amar
- o mar que de tanto amar
foi a mar..
oceano
nada pacífico
- nem onde nada o marlin
em mim
dentro de mim
- que sou marlin
e mar vermelho
escarlate oceano
aonde late
o meu coração carmesim
- assim latindo em latim
de marlin
não por mim...